DE QUE AS CRIANÇAS DE AGORA PRECISAM? Que tipo de escolas? Que tipo de educação e orientação elas necessitam?

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Bom, já está mais do que claro que estamos diante de uma geração nova de crianças, crianças muito diferentes, com características muito peculiares e distintas das gerações anteriores. Embora, as gerações anteriores já terem características muito semelhantes, isso vem aumentando e estamos acompanhando crianças com muita energia e com dons muito acentuados para as artes, para o uso das tecnologias digitais, crianças que passam nitidamente a sensação de estarem à frente de seu tempo. E estão!

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 Mas do que elas especificamente precisam para se desenvolverem de forma plena e saudável, considerando todos os níveis – espiritual, emocional, psíquico e cognitivo? Elas precisam do fundamental e essencial: AMOR INCONDICIONAL, respeito às suas particularidades, tempo e atenção de qualidade. Isso não é nenhuma novidade! Sim, mas acreditem, é o que mais está faltando. Em minhas andanças por escolas realizando observações acadêmicas, tenho saído chocada e bastante incomodada com o que tenho visto, ouvido e compartilhado com outras colegas através de relatos. É uma situação lamentável o que as nossas crianças passam dentro das escolas brasileiras, me refiro no geral, porque tudo está atrelado ao sistema educacional que é obsoleto, arcaico, mega ultrapassado, fora do contexto atual. Escolas que seguem funcionando de forma estrutural tradicional, ou seja, salas de aulas quadradas, classes organizadas em fileiras (individuais ou duplas), mesa da professora à frente da turma, metodologias tradicionais que pouco contribuem para o conhecimento de modo efetivo e eficaz, práticas pedagógicas desatualizadas e ultrapassadas sendo aplicada pela maioria dos professores, alunos agitados, ansiosos, carentes, desmotivados, alguns até em modo “piloto automático”. Enfim, um caos! Mas o pior é ver salas de aulas sem vida, frias (no sentido de afetividade e desenvolvimento), sem movimentação e interação em prol do conhecimento compartilhado, salas robotizadas, típicas de uma pratica pedagógica autoritária que só acaba com os talentos, com a aprendizagem natural, plena e saudável, que desmotiva, que causa desinteresse dos alunos, que cansa tanto eles quanto aos professores que sentem-se não estarem mais dando conta do recado e por sua vez entram num estado de stress muito grande. Está tudo errado! Porque a primeira coisa que as instituições fazem, é querer achar um diagnóstico para a falta de disciplina dos alunos, mas nenhuma, ou poucas instituições e professores, param para questionar suas práticas, suas metodologias, as estruturas escolares, tentar entender o que está a acontecendo na educação, na sua escola, mapear as características dos seus alunos, fazer um reconhecimento do perfil desta geração para adequar suas práticas pedagógicas.

Quando eu falo em estrutura escolar, eu estou me referindo as salas de aula, as salas especializadas, interativas, como por exemplo, os laboratórios de informática, as bibliotecas e etc. O pátio da escola deveria ser mais uma ferramenta pedagógica a ser explorada, com hortas e composteiras,  que trabalham a importância da alimentação saudável, o respeito ao meio ambiente, espaços para realização de atividades ao ar livre, recantos pedagógicos onde poderiam ser trabalhados as disciplinas/matérias que tivessem alguma relação com aquele espaço, enfim, sair de dentro da sala de aula, ficar mais em contato com a luz do sol, com ar, as crianças adoram isso! Os professores terem um apoio pedagógico eficiente das instituições, como palestras periódicas, rodas de construção pedagógica onde eles pudessem trazer ideias, projetos baseados nos interesses de seus alunos, as dificuldades encontradas, abertura para trocas em busca da resolução dessas dificuldades, abertura e incentivo por parte das escolas para que os pais e a família tragam suas contribuições, ideias de projetos a serem trabalhados, oficinas que poderiam oferecer como parte do currículo escolar, enfim, formas diferentes de acessar o conhecimento, além do uso consciente e pedagógico das ferramentas tecnológicas digitais, como jogos na construção do processo de alfabetização, por exemplo. Jogos que englobam outras áreas do conhecimento, práticas assim é que são interessantes, desafiadoras, convidativas, tanto para os alunos, quanto para os professores. E não necessita de grandes investimentos, basta criatividade, disposição, abertura, flexibilidade, AMOR, vontade de fazer algo novo, APOIO, sair da zona de conforto, se reinventar, ouvir os alunos, debater com eles essas questões, eles são fundamentais para fazer às mudanças necessárias.

O que me agrada muito, é o fato do surgimento do novo documento do MEC que está sendo implantado e substituirá o PCN (Plano Curricular Nacional), que é o BNC (Base Nacional Comum). Me agrada, porque este documento traz uma certa flexibilidade para as escolas e para os professores no desenvolvimento de suas práticas pedagógicas, ou seja, ele não possui as exigências que o antigo documento, o PCN exigia em cada nível do ensino. O PCN era mais didático para o professor e às instituições, ele determinava os conteúdos que cada série, hoje chamado de ano, deveria trabalhar. Já a BNC, nivela com mais flexibilidade, o que para alguns professores e profissionais da educação, este nivelamento é muito baixo, o que pode afetar significativamente o rendimento e desempenho das instituições que são avaliadas pelo IDEB (Indicie de Desenvolvimento da Educação Básica). Eu percebo isso como uma oportunidade das escolas se reestruturarem em suas práticas e estruturas, bem como os professores de se reinventarem e saírem da sua zona de conforto, o que é mais complicado.

Ao meu ver, a proposta da BNC será favorável e de uma certa forma dará vasão aos projetos de inovação educacional por não ter um padrão estabelecido a seguir, vai dar margem as inovações pedagógicas, aos projetos inovadores na educação, sem dúvidas! Mas como tudo que é novo assusta e sim, causa caos, não será diferente. Vale frisar, que este documento ainda está sendo elaborado e a primeira fase já está em validação, mas sofrerá alterações e ajustes durante um tempo.

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Então para encerrar a postagem, o tipo de educação que as crianças de agora demandam, é uma educação baseada em valores éticos, honestos, verdadeiros, sem julgamentos, sem preconceitos, sem rótulos,  valor emocional, espiritual, social com responsabilidades sustentáveis, como por exemplo, o consumo consciente, reaproveitamento dos recicláveis e tendo dos pais atenção e tempo de qualidade, onde eles irão desenvolver a afetividade, segurança, a boa comunicação, conhecimento através dos exemplos dos pais no dia a dia. Dos professores atenção e sensibilidade individual às suas particularidades, respeito em relação ao seu tempo de desenvolvimento, orientação para um bom convívio social, interação mediada, espaço para conduzirem e protagonizarem seus conhecimentos, ouvidos atentos às crianças, ouçam seus alunos! Mas dos adultos de modo geral, honestidade, AMOR, cuidados, espaço para autonomia que proporcionará o conhecimento pela curiosidade através de questionamentos, proteção sem exageros, dizer não embasado na verdade sempre! Olhar nos olhos das crianças ao se dirigirem à elas, olhar de igual para igual, de preferência na altura delas e se sentido um semelhante (de igual para igual). Atitudes que sabemos serem corretas, mas que na pratica passam batidas muitas vezes.

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NAMASTÊ!!!

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